
Onde os fracos não têm vez - @@@@@
Título Original: No Country for Old Men
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Roteiro: Ethan Coen e Joel Coen, baseado em livro de Cormac McCarthy
Tommy Lee Jones (Ed Tom Bell)
Javier Bardem (Anton Chigurh)
Josh Brolin (Llewelyn Moss)
Woody Harrelson (Carson Wells)
O que é maldade? Qual é a essência do mal? Difícil saber, cada parte da sociedade mundial têm inúmeras definições diferentes. Cada um de nós esta aceita um limite de sentimentos e, conseqüentemente, diferentes formas de reação frente a determinados acontecimentos e situações.
O que é fraqueza? Seria incapacidade? E qual é a verdadeira influência do inexorável tempo que nos transforma, além de toda à sociedade e seus costumes!? Os irmãos Coen em momento algum se mostraram propensos a responder tais questionamentos. Magistralmente orquestraram um retrato de uma face crua e má do ser humano e sua sociedade. Toda impotência e frustração daqueles que nada podem fazer para impedir essa parte de nossa natureza ficou exposta. Lindo... lindo?
Lindo porque os sentimentos dos personagens do filme são puros. Não há tramas ideológicas ou mesmo juízos de valores no filme. Não há “lição de moral” e isso é louvável em um momento histórico no qual pontos de vista são unilaterais e induzidos. Essencialmente o filme é um retrato sólido de uma realidade que nos recusamos a aceitar. É a maldade inaceitável e uma impotência sufocante. Puros!! Sentimentos puros e livres de análises sejam quais elas forem.
Tommy Lee Jones, Javier Bardem e os irmãos Coen estão simplesmente absolutos numa película surpreendentemente sincera e seca. Obra prima!
Luiz Alves F. Filho.
Antes de assistir a esse filme, vi outro chamado Irreversível. Ocorreu-me,: há filmes que não se deve ver mais do que uma vez. A miséria humana, a destruição de tudo a partir de um fato (ou uma seqüência que culmine também em destruição), mostrados de maneira tão realista, são interessantes como experiência cinematográfica. Contudo, é justamente a intensidade do choque, da angústia do espectador, o que almejam criadores da fita.
Irreversível é um filme que não está incluso em nossa lista, mas abordá-lo será útil (pra mim) neste comentário sobre Réquiem Para Um Sonho. Irreversível mostra, ‘de trás pra frente’, a seqüência de fatos que determinam uma tragédia horrível para três pessoas. A filmagem é nauseante. A câmera gira, sobe, desce, livre. Há uma relação direta entre a velocidade da agitação da câmera e o que se passa na trama. Numa cena, um homem tomado pela ira procura um outro que pretende matar. Invade um ‘inferninho gay’ e roda muito pra achar sua vítima. Durante essa busca, a câmera enlouquece, move-se em relação direta, não com a velocidade do ator, mas com sua raiva, frustração, obsessão. E há a cena do estupro no túnel. Monica Belluci não poderia ser melhor. Nessa parte a câmera permanece imóvel, mostrando tudo de um ângulo só e num único take. E há várias outras coisas que não precisamos (não preciso) ver novamente, o filme é muito forte, desperta emoções intensas.
Réquiem Para Um Sonho possui diferenças notáveis. É filmado em cronologia linear. O que há de relevante no início é a apresentação dos quatro personagens principais e os laços que os unem. Harry Goldfarb, sua namorada Marion e seu amigo Tyrone usam heroína regularmente (não aparece a palavra heroína no filme, mas é fácil identificar). Cheiram, fumam, não passam sequer um dia sem algum tipo de droga ilícita. Mas drogas ilegais são caras e difíceis de comprar. Resolvem tentar comercializar. Aqui você pensa: “vai dar merda”. E tem razão, mas é mais merda do que você imaginou.
Ao mesmo tempo, a mãe de Harry, Sarah Goldfarb, obcecada por um show de auto-ajuda na TV, decide emagrecer para poder usar seu lindo vestido vermelho e participar do show. Procura um médico picareta que prescreve o que, nos Estados Unidos, é conhecido como ‘red ones and blue ones’. Anfetaminas costumam ter comprimido em tons de vermelho e calmantes ou barbitúricos comprimidos azulados. Entediada, como a maioria dos idosos norte-americanos, percebe os efeitos estimulantes das medicações e inicia o abuso. Logo está resistente e dependente. E desce até o nível mais baixo que tal erro poderia tê-la conduzido.
Na minha opinião, o que há de melhor no filme é o pragmatismo em relação ao sofrimento. Não há excesso de dramatização, afetamentos. Não há nenhum personagem nobre, virtuoso. A direção procura criar situações fictícias fiéis à realidade. Nada de redenção no final. Atingem seus limites de degradação, humilhação, miséria. Digamos que quem terminou ‘menos pior’ foi o Tyrone. Todos, porém, sofrem perdas imensas e irreparáveis. Vou parar porque está virando ‘spoiler’.
Comentários técnicos (ou tentativa): Montagem e edição interessantes, roteiro sem buracos óbvios, composição marcante de algumas cenas (como as de Sarah Goldfarb, em suas viagem de grandiloqüência e alucinações paranóides com sua geladeira). O som é muito criativo e detalhista. A trilha possui uma relação íntima com o enredo. Atores competentes. Jared Leto não deixou passar a oportunidade de mostrar que não é só bonito; Jennifer Connelly, belíssima como sempre, (odiei vê-la tão humilhada no filme) realiza mais uma boa atuação; Ellen Burstyn, é maravilhosa! Ela conseguiu transformar uma senhorinha medíocre numa dependente sem ter, em nenhum momento, a noção clara do que estava acontecendo! Disputou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz, pela atuação nesse filme, em 2001; Marlon Wayans, figura fácil de comédias medíocres, consegue aqui não dar vexame (apesar de seu personagem ser menos explorado).
Fechando: quem gosta de cinema tem que assistir. Mas é amargo, facilmente você poderá flagar-se aflito, revoltado, pernas encolhidas... Absolutamente contra-indicado para quem gosta de filmes com fechamento dos ciclos no final ou ‘e viveram felizes para sempre’. Meu conselho pessoal: assistam, mas não estraguem a experiência vendo mais de uma vez.
Membro do cineclube da Faculdade de Medicina;
Autor de ridículas tentativas de críticas de filmes.
Pois é, legal esse espaço para comentários do cinema
A começar pelo cartaz de divulgação, Stallone está dizendo em outras palavras que esse é o Rocky de 1976. Fato que é confirmado ao longo da projeção. Ele poderia batizar o filme de Rocky VI, mas não o fez. Ele quis pagar uma dívida com o público e com ele mesmo que nunca o perdoaria se o final do grande Rocky Balboa fosse aquele filme de 1990. Stallone está querendo dizer também para esquecermos todo o maniqueísmo que habitou os outros filmes, principalmente o IV; que segundo meu amigo Henrique, um fanático dessa franquia, Stallone queria ali o fim de Balboa, morto em um ringue
A nostalgia habita a cabeça do lutador em quase todo o filme. Tem problemas de relacionamento com o filho mesmo sendo uma boa pessoa. A terceira idade o assusta, e muito. Subindo ao ringue, Balboa e Stallone se juntam para mostrarem que ainda estão vivos. E ao final da luta mostra maturidade de um lutador e uma pessoa que tem muito para nos ensinar assim como muitos idosos que na cultura ocidental não são devidamente valorizados.
Rocky/Stallone parece entender o que a banda Los Hermanos canta em sua música O Vencedor: “Olha lá quem acha que perder é ser menor na vida / olha lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar”
Abraço a todos
Gustavo Queiroz; ex-aluno da Faculdade de Medicina da UFG; membro fundador do Cineclube da Faculdade de Medicina; residente em Oftalmologia no CEROF
ESTRÉIA!!!
Depois de um longo período fora da web (sim tivemos um site bem legal em 2004!!) o Cineclube da Faculdade de Medicina da UFG esta novamente na internet. Primeiramente vamos as apresentações é claro! O Cinelcube FM é um projeto de extensão da UFG ligado a Faculdade de Medicina! E o que seria esse projeto? Imersão cultural! Nosso objetivo é promover cultura e conhecimento usando do cinema como meio de comunicação, não somente no meio universitário, como para toda a comunidade de nossa cidade. Realizamos mensalmente uma sessão no auditório da Faculdade de Medicina, com um filme préviamente escolhido por alunos da faculdade que participam do projeto.
Programação 2007 - Sempre às 18:30h.
Platoon - 13/02/2007
Beleza Americana - 14/03/2007
A Primeira Noite de um Homem - 10/04/2007 na Sala 5
Réquiem para um Sonho - 09/05/2007
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas - 06/06/2007
Os 12 Macacos - 04/07/2007
Amanhã é dia de Platoon!!!
Ahh!!!Claro, meu nome é Luiz Alves Ferreira Filho, um dos coordenadores do Cine!
Terminadas as apresentações é hora de falar sobre a sétima arte. Estive pensando sobre qual seria o melhor assunto para esse primeiro texto de nosso blog... temos uma época do ano muito movimentada para o cinema com inúmeros festivais, Oscar , e claro bons filmes em cartaz. "Babel" seria uma excelente escolha, fantástica produção que é. Mas apesar da escolha certa de Babel, ourto filme atropelou essa escolha de forma surpreendente. Falemos hoje de "ROCKY BALBOA". Com certeza os poucos leitores deste espaço irão questionar a razão dessa escolha.
Em que seria relevante a produção do sexto filme de uma série a 17 anos enterrada no limbo da indústria norte-americana de cinema? Sinceramente acho que fui apenas mais um dos que criticaram Sylvester Stallone no anúncio da produção do filme. Depois de "Rocky V" seria possivel surgir algo de bom na série? INCRÍVEL a resposta foi sim!
Stallone nos trouxe mais que um bom filme, uma redenção para um personagem que agora é sim um mito do cinema. A simplicidade da produção é marcante, não espere nada revolucionário. Muito pelo contrário, "Rocky Balboa" usa basicamente a mesma estrutura de "Rocky - Um Lutador" e talvez seja esse o grande acerto de Sylvester Stallone. Ao começar o filme tudo em que nos preocupamos é com Rocky. Com uma atuação impressionante de Stallone, toda humanindade do personagem emerge em um contexto que desconstrói o super-héroi dos filmes anteriores. Rocky é agora uma pessoa que luta para não ser engolido pela tristeza de uma realidade dura, um cotidiano às sombras do passado e sem Adrian.
É realmente impressionante como o diretor e roteirista Stallone foi capaz de criar uma obra tão envolvente e comovente. Mesmo assim, critícas preconceituosas não deixam de existir. Muitos falam do filme como pouco original por aproveitar muito dos filmes passados, mas vamos ser sinceros, "Babel" não é outro a repetir algo que já foi ovacionado em "21 Gramas " e "Amores Brutos"?
Críticas à parte o que importa é que Rocky esta no incosciente coletivo de grande parte do público, mesmo entre os jovens que não assistiram ao excelente "Rocky - Um Lutador". Acreditem isso é algo muito dificil de ser alcançado, Indiana Jones, James Bond e Darth Vader são outros pouquissímos poersonagem que atingiram tal status. Diga-se o mesmo para "Gonna fly now" de Bill Conti, música tema da série.
E o Stallone... mais uma vez provou ser um grande ator, quando interpreta um personagem de qualidade, roteirista talentoso e um diretor competente. Mais importante ainda, reconquista o respeito de Hollywood com um filme muito lucrativo!
By Shionluiz
Curiosidades: "Rocky - Um Lutador" de 1976:
Ganhou 3 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição. Recebeu ainda outras 7 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Sylvester Stallone), Melhor Atriz (Talia Shire), Melhor Ator Coadjuvante (Burt Young e Burgess Meredith), Melhor Roteiro Original, Melhor Canção Original ("Gonna fly now") e Melhor Som.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama, além de ter sido indicado nas seguintes categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Sylvester Stallone), Melhor Atriz - Drama (Talia Shire), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
- Recebeu 5 indicações ao Bafta, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Sylvester Stallone), Melhor Roteiro e Melhor Edição.
Desbancando no Oscar nada menos que "Todos os Homens do Presidente","Taxi Driver" e "Rede de Intrigas".
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